PRESIDENTES ESTADUAIS E DIRETORES DA NCST SE MOBILIZAM EM VOTAÇÃO DA PL 4330 SOBRE TERCEIRIZAÇÃO


A terceirização impõe muitos males à classe trabalhadora no Brasil, com maior jornada trabalhista, menores salários, volume expressivo de acidentes, forte rotatividade, contratações que suprimem direitos e precarizam as condições de trabalho.

Diante de tantos malefícios que possam surgir com a regulamentação do Projeto de Lei 4330/2004, os presidentes das 21 estaduais e diretores da Nova Central decidiram se reunir na sede da entidade, em Brasília, no intuito de barrar a votação da matéria, que é de autoria do deputado federal Sandro Mabel, e que se encontra na Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados pronta para ser votada. “Somos contrários a este projeto do modo como se apresenta. Não dava para continuar trabalhando em conjunto com as outras centrais para dar legalidade ao que é ilegal e com isso prejudicar a classe trabalhadora”, justificou o presidente da Nova Central, José Calixto, durante a reunião.

A estratégia nesta terça-feira (13/8) para impedir o trâmite do PL, era a formação de grupos que visitariam os gabinetes dos deputados que representam seus estados, e com isso reforçar a luta em defesa da garantia da responsabilidade solidária com as obrigações trabalhistas, além da instalação de processo de negociação coletiva entre o contratante e os sindicatos, a igualdade de remuneração, de direitos por melhores condições de trabalho, a garantia da representação sindical na contratação e a fiscalização. Com este plano de ação os dirigentes sindicais trabalharam no sentindo de pressionar o Congresso Nacional e impedir esta possível regulamentação.

No final do dia uma nova reunião dos diretores da Nova Central foi realizada; desta vez para avaliar os resultados das ações propostas e definir novas estratégias para esta quarta-feira (14/8). 

Como ponto positiva houve a informação de que a votação do Projeto de Lei 4330 teria sido adiada, com previsão de ir para pauta no dia 3 de setembro. “Reafirmamos nossa disposição em negociar em prol dos trabalhadores e por isso, nos reunimos novamente com as centrais para elaborar um documento conjunto dizendo que somos contrários ao projeto de terceirização da forma como está, além de garantir que vamos continuar nos mobilizando de maneira contrária ao PL que precariza e prejudica nossos trabalhadores”, encerra Calixto.
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