Salário mínimo deveria ser de R$ 3.200 para atender necessidades do trabalhador, aponta Dieese

18 de maio de 2015.

Centrais Sindicais e Dieese realizam a Jornada Nacional de Debates, que esteve no Maranhão neste mês de abril 


O auditório do Sindicato dos Bancários sediou mais uma edição da Jornada Nacional de Debates da Dieese, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, numa iniciativa das Centrais Sindicais e da própria Dieese. Realizada na quarta-feira (29), a décima edição da jornada buscou consolidar um momento para a reflexão do Movimento Sindical, neste período que antecede as negociações coletivas.



Durante o encontro, foi apresentado o cenário econômico em que se darão as negociações salariais em 2015, destacando a importância das negociações coletivas para o desenvolvimento brasileiro, disponibilizando suporte técnico ao movimento sindical na disputa social por melhores condições aos trabalhadores e fortalecendo a visão da negociação coletiva como importante instrumento dos trabalhadores na distribuição e promoção da equidade, da justiça social e de desenvolvimento social.

De acordo com a técnica Andrea Ferreira, que conduziu a apresentação do Dieese, o salário mínimo para as famílias brasileiras, durante o mês de março, deveria ser de R$ 3.186,92 – muito além do valor vigente em todo o país desde janeiro deste ano, fixado em R$ 788.

O cálculo é feito com base no custo apurado para a cesta básica da cidade de São Paulo e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador, e sua família, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Andrea também desconstruiu o cenário econômico apresentado pela imprensa nacional, comparando o índice da inflação registrado atualmente, de 7,5% em 2014, e o índice de 1990, quando a inflação alcançou o inimaginável teto de 84,32%.

A técnica também lembrou que, apesar da alta dos preços, a economia mantém alguns alimentos que simbolizam o aumento do poder de compra do trabalhador – como o frango em 1994 e, atualmente o iogurte, que tornou-se acessível a todos. 
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