Contraproposta de aposentadoria de Dilma prejudica trabalhadores mais pobres


Após veto da proposta de emenda à MP 664/14, aprovada na câmara e no senado, que estipularia a fórmula 85/95, como fórmula da soma de tempo de serviço + idade para aposentadoria integral dos contribuintes brasileiros, a presidenta Dilma propôs um aumento progressivo da fórmula a partir de 2017. 

A contraproposta do governo quer editar a MP 667/15, fazendo com que de 2017 a 2022 essa formula aumentasse um ano, sendo que em 2017, a soma deverá ser de 96 para os homens e de 86 para as mulheres. Dois anos depois, em 2019, passa a ser de 97 e 87. A partir daí, terá ajustes anuais: 98 e 88 em 2020; 99 e 89 em 2021; e 100 e 90 em 2022.

A contraproposta de Dilma ainda deve ser votada na câmara e senado, porém há a necessidade de se avaliar a lucidez da contraproposta, e ressaltar o reais impactos à economia brasileira e também ao bem estar social dos contribuintes.

A medida pode prejudicar os trabalhadores mais pobres, que geralmente não têm prestado serviço de carteira assinada, o que a partir de 2017 poderiam sofrer com o aumento da idade para aposentadoria.

Entenda melhor a fórmula proposta pela presidenta:
Se um trabalhador é nascido, por exemplo, em 1970, e ter trabalhado 35 anos de carteira assinada desde os seus 18 anos (1988 a 2023), não poderia se aposentar em 2023, com seus 35 anos de contribuição, mesmo tendo 53 anos de idade. 
Só poderia se aposentar com salário integral, em 2023, cujo o teto será de 100 anos para os homens, se a soma em anos de idade de vida + tempo de trabalho completasse 100 anos, exigido pela contraproposta de Dilma.

1970 - 0 anos
1988 - 18 anos
2023 - 53 anos 
Soma de tempo trabalhado + idade do trabalhador = 100 anos em 2023 (medida passa a valer ainda em 2022, segundo a contraproposta de Dilma)

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