Centrais sindicais e Dieese lançam ação pela recuperação dos empregos


As centrais sindicais e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese) lançaram nesta segunda-feira (9/11), em São Paulo, o movimento “Recuperar e Fortalecer os Empregos no Brasil - Soluções políticas e institucionais para reativar o setor de petróleo, gás, construção e naval”.

O presidente da CONTRICOM, Francisco Chagas Costa – Mazinho, representou a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), disse que os temas dos debates serão “convertidos em um documento” com propostas para os setores, que será entregue em dezembro ao governo federal, às lideranças da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, bem como a representantes de instituições como a Procuradoria Geral da União (PGU), Tribunal de Constas da União (TCU), Advocacia Geral da União (AGU), Ministério Público Federal (MPF) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Na oportunidade, apresentou uma análise da situação vivida pelos trabalhadores em todo país, especialmente os da construção civil, com as crescentes demissões e ameaças aos direitos trabalhistas, e defendeu “uma solução negociada, envolvendo as empresas, o governo, o legislativo e demais instituições que, de forma direta ou indireta, podem contribuir com uma saída que seja capaz de estancar a crise e recuperar os empregos perdidos”, afirmou Mazinho.

Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, que coordena esses trabalhos, argumentou que os setores analisados na plenária são "partes estruturantes" para a retomada do crescimento do país. “Entendemos que o próprio emprego é um dinamizador da economia, que gera, por um lado, a renda que sustenta a demanda interna e, por outro, a receita para o Estado poder atuar”.

Mazinho lembrou que “há alguns anos, nós já prevíamos que, da forma como estava sendo conduzida a economia, acabaria na formação de uma grande bolha, que é o que está acontecendo hoje no setor da construção, como aconteceu nos EUA, recentemente, quando imóveis eram vendidos a um dólar, apenas para que o seu titular se desfizesse do endividamento nos bancos. Numa outra proporção, mas é o que está acontecendo no Brasil. Por isso – acrescentou – é fundamental todos sentarem à mesa para buscar uma solução conjunta”.

Além de Mazinho, participaram do encontro Miguel Torres, presidente da Força Sindical; Ricardo Patah, presidente da UGT; Canindé Pegado, também da UGT; Sergio Nobre, da CUT; Álvaro, da CSP; Adilson, da CTB. Marcaram presença na reunião, ainda, Moraes, da Federação Única dos Petroleiros (FUP); Silvia Trajano, da Federação dos Trabalhadores no Vestuário do Estado de São Paulo; Nilson Duarte, da UGT-RJ; Marcelinho, da CUT-RJ; e Lourival, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Estado da Bahia. Todos manifestaram-se em apoio à luta nacional das Centrais.

Todos foram unânimes em defender uma luta sem tréguas pela recuperação da empregabilidade. Ficou definido, também, a elaboração de um documento a ser lançado no início de dezembro e para servir de base para a discussão com o segmento empresarial, o governo, as lideranças políticas e demais instituições. Os presentes decidiram entregar esse documento às autoridades no dia 9 de dezembro, em Brasília, quando estarão os representantes das Centrais Sindicais e das confederações nacionais de trabalhadores. E, no dia 11, as Centrais e demais entidades decidiram realizar um grande ato público, no Rio de Janeiro, na defesa da retomada imediata da empregabilidade.

Houve, também, consenso no sentido de se discutir com pelo menos 29 empresas que, de uma forma ou outra, estão sendo investigadas no processo que envolve a Petrobráse em outros setores como o elétrico, com as quais se pretende buscar construir o que a lei define como “acordos de leniência”. Por esses acordos, essas empresas poderão retomar suas atividades normais e recuperar os empregos que foram destruídos, sem prejuízo das ações judiciais que resultaram em bloqueio de bens e outras penalidades.

“Estamos buscando e vamos lutar para um grande entendimento com o empresariado na busca da retomada das atividades econômicas e da geração de empregos, e esperamos contar, para isso, com o apoio do governo, da Justiça, das lideranças políticas, do Ministério Público e de outras instituições”, afirmou o presidente da CONTRICOM, que acrescentou: “o que não podemos é aceitar a passividade que prevaleceu no período anterior. É preciso agir com rapidez, pois o que está em jogo é o emprego, interesse maior dos nossos trabalhadores”, finalizou Mazinho.

Setores

Nas áreas de petróleo e gás, os sindicalistas defendem o uso da Petrobras como instrumento de desenvolvimento do país. A empresa gera, segundo eles, 81 mil empregos diretos e 360 mil terceirizados. Com a alternativa encontrada pela empresa para a falta de liquidez, a reestruturação do plano de negócios e a venda de ativos, 5,5 milhões de empregos diretos e indiretos deixarão de ser gerados.

A preocupação levada pela indústria naval é com a interrupção do crescimento na geração de empregos. Foram criados, em 2002, 11,9 mil postos. Em 2013, o setor aumentou com 68 mil empregos, segundo as centrais. A construção civil, pelos dados dos sindicalistas, é ainda mais representativa, com 8,8 milhões de trabalhadores, o equivalente a 9,2% do total da população ocupada. - See more at: http://www.ncst.org.br/subpage.php?id=19059#12#11#2015_centrais-sindicais-e-dieese-lan-am-a-o-pela-recupera-o-dos-empregos#acontece
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